
Em silêncios profundos, a alma geme;
Em labirintos escuros, a dor se acende.
Um eco constante, um tambor que atormenta;
Em meu coração, a tristeza se prende.
Como um andarilho perdido e sem norte,
Vagando por sombras, sem encontrar a porta.
Sede de conforto, de um abraço amigo,
De palavras que acalmem o espírito aflito.
Minutos que se arrastam, lentos e cruéis;
A solidão me fere como flechas agudas.
O amanhã incerto, um futuro que assusta,
E o tempo implacável consome e frustra.
Senhor, em Tua presença encontro alento;
Em Teus braços, a paz que tanto almejo.
Acalma minha alma, serena o pensamento,
E guia meus passos para um novo começo.
A morte vencida, o túmulo vazio;
Jesus ressuscitou, trazendo o alívio.
Em Sua luz radiante, a esperança floresce,
E a escuridão vencida já não mais prevalece.
Desespero, medo, ansiedade e solidão
Perdem o poder diante da ressurreição.
Pois o amor de Jesus, eterno e profundo,
Transforma o sofrimento em um novo mundo.
Ele, que a dor antecipou, conhece a aflição;
Nos detalhes mais íntimos encontra a solução.
Com Seu amor, nos envolve e conforta,
Aliviando o peso que tanto nos torta.
Ao despertar da solidão, um novo amanhecer:
O Filho de Deus nos vem a paz oferecer.
Em Sua presença, a esperança renasce,
E a alma, liberta, em paz transcende.

